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:: GONÇALVES DIAS
Gonçalves Dias, Antônio (1823-1864), poeta que consolidou o movimento romântico brasileiro. Nasceu em Caxias, Maranhão, e faleceu em um naufrágio no litoral maranhense. Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Foi jornalista, professor do Colégio Pedro II e funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Realizou, por ordem do governo brasileiro, missões de coleta de documentos em arquivos europeus.
Um precursor do movimento ecológico (ver Ecologia) pela veemência com que defendeu a preservação da natureza, Gonçalves Dias deixou uma obra em que se incluem dramas, peças teatrais, poemas e até um dicionário da língua tupi. Nela pode-se notar uma variedade tão grande de ritmos — cada texto encontrava seu próprio andamento — que alguns críticos o consideram o pai de um estudado desequilíbrio formal que as gerações futuras cultuariam. Tão grande era o domínio de Gonçalves Dias sobre a língua portuguesa que seu poema mais conhecido, a Canção do exílio, (“minha terra tem palmeiras/onde canta o sabiá/”), não tem, nos 24 versos que a compõem, um só adjetivo. Também é famoso seu nacionalismo e sua tendência a explorar temas indígenas.
Gonçalves Dias escreveu, também, memórias de interesse histórico, publicadas na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e publicou, entre outros, os livros Primeiros Cantos, Segundos Cantos e Últimos Cantos (1847-1861), Os timbiras (1857). De sua autoria ficaram famosos, principalmente, as poesias Canção do tamoio e I Juca Pirama. Principal expressão do indianismo dentro do movimento romântico, sua poesia é panteísta (ver Panteísmo), lírica e bucólica, além de marcada pela nostalgia e pela tristeza.
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