:: PEDRO ÁLVARES CABRAL
PEDRO ÁLVARES CABRAL

    Cabral, Pedro Álvares (c. 1460-c. 1520), navegador português, nasceu provavelmente em Belmonte e morreu em Santarém. Muito pouco é conhecido de sua vida, antes da viagem à Índia, quando usava o nome Gouveia, de sua mãe Isabel Gouveia, e não o de Cabral. Não há nenhum registro de viagens anteriores ou posteriores à de 1500.
    Tinha aproximadamente 40 anos em 1500, quando D. Manuel, o Venturoso lhe confiou o comando de uma expedição à Índia. Com 13 naus e mais de 1.500 homens, Cabral partiu do Tejo a 8 de março de 1500. Estava à frente da maior frota até então preparada para sair para o alto mar. Alguns pilotos eram navegadores experientes, como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho. A ordem era seguir a rota do cabo da Boa Esperança que havia sido descoberta em 1487 por Dias. Para evitar as tempestades da estação no golfo da Guiné, Cabral seguiu uma rota mais a oeste de Cabo Verde, que já havia sido seguida por Vasco da Gama. Entretanto os ventos e as correntes desviaram ainda mais sua frota nessa direção.
    Em 22 de abril, Cabral chegou ao Brasil, na localidade denominada Porto Seguro, (hoje baía Cabrália, no estado da Bahia) desembarcando no dia 23. Após tomar posse da terra em nome do rei de Portugal, enviou um barco a Portugal com a notícia do descobrimento.
    Retomou a viagem, partindo a frota do Brasil a 2 de maio rumo à Índia. Na altura do cabo da Boa Esperança perdeu quatro de seus barcos numa tormenta. Depois de tê-lo ultrapassado chegou a Calicute a 15 de setembro, onde enfrentou hostilidades por parte de comerciantes árabes, que retribuiram com violência, incendiando suas embarcações e bombardeando a cidade. Seguiu para Cochin, aportando aí a 12 de dezembro. As naus foram carregadas de pimenta e especiarias em Cochin e Cananor, voltando a Portugal, onde chegaram em diferentes dias as sete naus restantes. Cabral aportou em Lisboa em 21 de julho de 1501.
    Em 1502 lhe foi encomendada a organização de uma nova frota para a Índia, mas pouco antes da partida foi substituído no comando por Vasco da Gama, por razões desconhecidas. Pouco se sabe sobre sua vida posterior, exceto que em 1503 casou com Dona Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque, e que em 1512 era integrante do Conselho Régio. Aparentemente viveu num discreto retiro, em sua pequena propriedade de Santarém, até sua morte, que aconteceu por volta de 1520.

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